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05 fevereiro, 2017

20 Anos

De acordo com a AnimeNews Network, este ano de 2017 vários são os animes que adoro que vão fazer 20 anos desde que aparecerem na televisão pela primeira vez.

Os mais relevantes, para mim, são sem dúvida:
- "Mononoke Hime (Princesa Monononke)", uma obra prima de Hayo Miyazaki e os Estúdios Ghibli;
- "Perfect Blue", um filme animado, de suspense, que é soberbo;

Outros que merecem destaque: Cutey Honey;  El Hazard; Neon Genesis Evangelion: Death & Rebirth; Flame of Recca; e por fim o Pokémon.




Em 2016 também dois dos meus animes favoritos fizeram 20 anos:
- "Tenkuu no Escaflowne (Vision of Escaflowne), um dos meus animes favoritos de todos os tempos, cheio de acção, romance, aventura e personagens inesquecíveis;
- "Rurouni Kenshin (Samurai X)", um anime inesquecível cujo manga (de Nobuhiro Waysuki) está agora a ser publicado em Portugal pelas mãos da Devir (aconselho vivamente a comprarem);



Aconselho-vos a conhecê-los a todos, se ainda não os viram. Estão já uns jovens mas o tempo não lhes tirou mérito.

29 março, 2015

Children who Chase Lost Voices

O filme "Children who Chase Lost Voices (Hoshi wo ou Kodomo)" é um filme de Makoto Shinkai, que é mais conhecido pelo filme "5  Centimeters per Second".
Nesta longa metragem, que é visualmente estonteante, conhecemos Asuna, uma rapariga que é muito boa aluna e que tem o seu próprio esconderijo na montanha. Orfã de Pai e quase sem ver a sua Mãe que passa mais tempo no trabalho do que com a filha ou a cuidar da casa, Asuna refugia-se na montanha e escuta com avidez um velho rádio.
Certo dia ouve uma melodia estranha que a encanta, mas cuja origem desconhece.

Esta é a premissa.

Ao ver o filme estava sempre a questionar-me se não havia aqui uma mãozinha dos Estúdios Ghibli (e parece que não), por culpa do imaginário fabuloso e da fluidez da animação, que me fez muito lembrar alguns trabalhos do pretigiado estúdio.
Children who Chase Lost Voices tem um desenho de cenários absolutamente deslumbrante. O desenho de personagens é mais simplista, mas em conjunto as duas vertentes trabalham muito bem, resultando num espectáculo visual digno de ser apreciado.

A história é, também ela, bastante boa. Fala da perda, da morte, da despedida, e de como ultrapassar esses momentos. Confesso que chorei em certos momentos mais dramáticos e gostei muito de como exploraram o tema da despedida.

As três personagens principais estão bem exploradas, embora gostasse de saber mais sobre os seus passados. No entanto para o filme, a informação que nos é dada é mais que suficiente e dá grande profundidade aos protagonistas, especialmente ao Ryuuji.

No geral gostei mesmo muito deste filme e acho que é uma belíssima história para qualquer pessoa acima dos 8 anos (só não digo menos porque tem uma ou outra cena mais gráfica, mas não demasiado). Recomendo, sem reservas.

Sinopse (inglês - via myanimelist):
Strange sounds in the darkness... Unearthly music from an old crystal radio... These are all the warning Asuna Watase has before a simple walk to her clubhouse catapults her into a nightmarish adventure that will take her beneath the Earth to a lost land beyond the realm of legend! Attacked by a strange monstrous creature, rescued by a mysterious stranger and pursued by a relentless enemy, Asuna finds herself enmeshed in a centuries old mystery that will bind her to a strange young defender and lead her inevitably, towards a secret that may hold the key to life itself!

06 agosto, 2011

Kara no Kyoukai 7: Satsujin Kousatsu (Part 2) - Filme

Kara no Kyoukai 7: Satsujin Kousatsu (Part 2) ou Borderline of Emptiness: Murder Speculation (Part 2), é o último filme da adaptação dos livros de Kinoko Nasu.

Para mim, este filme fecha com distinção a trama central, atando várias pontas soltas e dando uma conclusão mais que satisfatória às personagens e seus dilemas.
Embora, a meu ver, não seja o melhor dos sete filmes, ainda assim é muito bom

A animação continua boa, embora desta vez não tenhamos tido tantas oportunidades para ver as excelentes cenas de acção, já que muito do filme se passa num ambiente mais calmo, ou de ponderação. Mesmo assim, as lutas da Shiki com Shirazumi tforam espantosas.

A banda sonora continuou absolutamente fantástica e as vozes estavam bem adequadas.

Enfim, se ainda não viram os filmes, VEJAM! Vale muito a pena. (dica, depois dos créditos finais dos filmes, há sempre cenas extras, por isso estejam atentos)

Tenho também de dizer que, as cenas em clay-animation que aparecem no início de cada filme, são muito caricatas. Tão fofas, mas ainda assim com um fundo de história.

P.S: Como sei que, provavelmente, estes filmes nunca vão entrar no mercado português, gostava que ao menos que os americanos (ou os ingleses) apostassem neles. Coisa que até agora parecem não ter feito. Adorava ter estes DVDs, mas teria de ser em Inglês ou Espanhol (alguém sabe se em Espanha existem?)

Opening:

Kara no Kyoukai 6: Boukyaku Rokuon - Filme

Kara no Kyoukai 6: Boukyaku Rokuon, ou Borderline of Emptiness 6: Oblivion Recording, é um filme anime baseado nos livros Kara no Kyoukai ~Garden of Sinners do autor Kinoko Nasu.

Já tendo visto os cinco filmes anteriores e adorado, só após muito tempo (por esquecimento) é que fui ver este. Digo já que o tempo de afastamento não incomodou, pois o filme conseguiu dar os pequenos toques sobre algumas coisas que se tinham passado anteriormente.

A animação, como já acontecia nos filmes anteriores, está absolutamente fabulosa (não posso repetir isto vezes suficientes, pois está realmente um mimo visual, de nos deixar a de olhos grudados).
A banda sonora continua perfeita, recorrendo a música de orquestra (ou que pelo menos imita bem).
As vozes estão consideravelmente boas, embora uma ou outra personagem pudessem ter actores a dar voz, com um pouco mais de força e unicidade.

A história em si é mais fraca que a do filme anterior (que estava brilhante), mas conseguiu surpreender e teve reviravoltas muito interessantes, além de um bom desenvolvimento de personagens. É ainda assim um filme acima da média. O anterior é que pôs a estaca um pouco alta. :)

Se ainda não viram estes 7 filmes, vejam, mas comecem pelo primeiro. Vão ver que vão ficar muito surpreendidos.

King of Thorn - Filme

King of Thorn é um filme anime baseado no manga homónimo, de Yuji Iwahara.
Foi em 2009 que terminei de ler o manga, e tendo gostado muito da história, tinha algumas expectativas em relação a esta adaptação cinematográfica.

No geral gostei e a versão anime manteve os pontos fulcrais da trama do manga. No entanto, tomaram várias liberdades em relação a certos pontos, que ao invés de melhorarem a história, lhe tiraram algum brilho. Para começar, aquele início (antes de eles entrarem no estado de Cold Sleep) foi demasiado extenso, chegando quase a aborrecer, especialmente para quem sabia que o 'sumo' da história viria muito depois.
Quando finalmente as coisas começaram a ganhar força, já havia pouco tempo para criar uma ligação com as personagens e/ou com as suas histórias. Ainda que, seja de louvar a empatia que conseguimos criar com algumas delas, em tão pouco tempo, ouras ligações fortes que eu tinha no manga, não se espelharam nesta versão.
Mas claro, isto é justificável já que tentaram comprimir 6 volumes (37 capítulos) em 1 filme que nem duas horas tem.

A animação estava bastante boa, com muita fluidez. Excepto no caso dos monstros. Para além de não aparecerem todas as espécies que apareciam no manga, a animação dos monstros está ... pobre. No entanto não está mau de todo, e vê-se com relativa normalidade.
O som estava pobre, nomeadamente nos efeitos sonoros dos monstros, apesar de as vozes dos personagens estarem boas.

A banda sonora não foi nada de muito memorável, mas não atrapalhou, servindo bem o seu propósito.

No geral, foi uma adaptação curiosa, que poderia ter sido melhor, mas que acaba por não desagradar de todo. Aconselho a quem tenha lido o manga (e os que não leram, aconselho a fazerem-no).

O trailer:

28 janeiro, 2009

Dragon Head - Filme

Photobucket
Depois de ler o manga, tinha de ver o filme, especialmente tendo em conta que não há anime (com muita pena minha).
Dragon Head - o filme, é uma adaptação excepcional do manga original. Quando digo excepcional, eu quero mesmo dizer soberba!
Espalmar a história de 10 volumes de manga em um filme com pouco mais de 2 horas, parece impossível, mas este filme consegue-o, mantendo a ideia inicial e o muitas das lições que o manga tentou (e conseguiu) transmitir.

Para os que não conhecem, Dragon Head conta a história de Tetsu, um rapaz que desperta para se descobrir entre os destroços do comboio onde viajava, e os corpos dos seus colegas. Apenas três sobrevivem ao desastre. Nobuo, um dos outros sobreviventes, e que havia sido vítima de "bully" perde a sua sanidade (que já não era muita) e começa a agir que nem um lunático. Temendo pelas suas vidas e desejando regressar a casa, Tero e Ako (rapariga), descobrem uma forma de sair do túnel e escapar para o exterior. Mas o que eles lá encontram é um cenário pós -apocaliptico que os deixa à beira do desespero.

Os gráficos são excepcionais, especialmente os grandes planos das cidades destruídas.
As personagens são realistas. talvez alguns achem que eles não deviam ter entrado tanto em pânico, mas a mim parece-me que qualquer pessoa, adulto ou criança, na mesma situação que eles, teria provavelmente a mesma reacção. Afinal, acordar e descobrir que tudo está destruído, não deve ser fácil de engolir. É normal entrar-se em pânico absoluto.

Como já disse, o filme segue, na maior parte do tempo, as tramas principais do manga. Com muito bom senso e contando os momentos mais crucias do regresso dos dois a casa, Tokyo.

Houve algumas coisas que não gostei, entre elas o facto de se terem esquecido de lhes colocar máscaras (lenços improvisados) enquanto eles caminhavam pelas cinzas, o facto de terem dito que eles passaram dias sem beber ou comer (deviam ter especificado, senão soa demasiado fantasista), o facto de os dois nunca terem mudado de roupa, embora houvessem váias oportunidades para o fazerem. E é isso, de mau. Mas coisas, como podem ver, bastante pequenas e que pouca diferença fazem. Garanto-vos que a experiência do filme não fica prejudicada com isto.

A banda sonora é também bastante boa, e, ao contrário do manga, parece ter um final mais auspicioso (não que desgoste do final original).

Em suma, um excelente filme, que é uma grandiosa adaptação de um dos melhores mangas de sempre.

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