30 janeiro, 2011

Dragon Ball - vol.1

As Edições ASA começaram recentemente a publicar os volumes do 'clássico' Dragon Ball, que, se não me engano, já tinham sido publicados no nosso país mas há muito que estavam esgotados.
Com a saída de um volume novo todos os meses, os fãs podem agora ter a colecção inteira a um preço 'razoável'.

Eu comprei o primeiro volume no final do ano passado, pois embora Dragon Ball não figure no meu top 10, ainda foi uma anime que me marcou e sempre quis ler o manga. Já para não falar que gosto de apoiar publicações nacionais de manga, mesmo quando às vezes nem conheço os autores (como aconteceu com o Dark Angel, publicado pela Devir).

Mas bem, voltando ao assunto. Terminei ontem a leitura do primeiro volume deste manga, e confesso que foi bem divertido. A arte está muito boa (mesmo), a história é bastante divertida e, enfim, foi muito bom regressar ao mundo do Dragon Ball e ver a ingenuidade inicial do Son Goku, que tanto adorei no anime, e que no manga tem ainda mais 'impacto'.
Agora uma coisa que me surpreendeu (talvez a minha memória comece a falhar), foi o facto de o manga ter tantas piadas sexuais. Não brinco! Está em todos os capítulos. Eu não me lembrava de ser assim tanto, mas também não me incomodou por aí além.
A tradução está muito boa e edição está boa.

Enfim, aconselho.

Nota: 8/10 (Muito Bom)

14 janeiro, 2011

Highschool of the Dead - Anime

Highschool of the Dead é a adaptação do manga homónimo que eu não apreciei em absoluto (chegou mesmo a ganhar o (meu) prémio de pior manga de 2008, nas categorias de Potencial Arruinado e Pior Fanservice). Só que, depois de ver o trailer do anime, não resisti a dar-lhe uma hipóteses, esperando que não caísse nas banalidades do manga.

Bem, para começar devo dizer que, o anime é bastante fiel ao manga, e embora o fanservice continue lá (muitas vezes, até me fazer revirar os olhos), a animação é bastante boa, a acção bem conseguida e bem ... eu sempre adorei apocalipses zombies, por isso não resisti a ver os 12 episódios.
Contudo, não sei se teria continuado a ver, caso o anime tivesse mais episódios, isto porque, a partir do episódio 7 (+/-), o fanservice tornou-se insuportável. Se nos primeiros episódios aquilo estava mais ou menos comedido, a partir do meio perdeu-se nos meandros das mamas grandes, dos panty-shots e da poucas (ou mesmo nenhuma) roupa.
Já o disse, e volto a repeti-lo. Esta série/manga tinha potencial, mas estraga tudo com o fanservice demasiado predominante. Um bocadinho ... tudo bem! Todos os dois minutos ... muito mau!

Ainda assim vale a pena ver o anime, a acção está soberba, a história é interessante, a animação é muito fluída e a banda sonora é muito boa. Aliás, algumas músicas fazem-me lembrar a do "28 dias depois", "28 semanas depois" e outros filmes zombie, onde tenho a certeza de que foram buscar inspiração.

E permitam-me terminar, apontando a personagem mais irritante de todos os tempo: A enfermeira! Algum zombie que a morda de uma vez!

Nota: 7/10

23 dezembro, 2010

Boas Festas 2010

(Imagem do anime Soul Eater)
A ausência tem sido uma constante, e a verdade e que tenho lido muitos poucos mangas e visto ainda menos animes. Não parei de vez, longe disso, mas a vida tem tomado outros caminhos. Espero em breve mudar um pouco isto, mas entretanto ficam os votos de boas festas e um maravilhoso ano de 2011.

P.S.: Este ano não haverão prémios para os melhores do ano 2010.

28 setembro, 2010

Battle Royale - Manga

Battle Royale, manga de Koushun Takami e Masayuki Taguchi (animelist)

Há uns anos atrás vi o filme baseado neste manga e fui surpreendida. Agora, após ter lido todos os 15 volumes do manga, posso dizer que a surpresa não foi menor.

Com um estilo bastante próprio e algo estilizado, é certo que ao principio estranhei, mas logo entranhei. A história é fantástica, tantos em termos de originalidade como a forma como nos e contada. Por vezes chega a ser teatral, mas é um estilo que não cansa.
Por vezes as cenas pareciam arrastar-se indefinidamente e os diálogos repetiam-se, mas nunca chegou ao ponto de exaustão nem nunca deixou de surpreender.

Custou-me um pouco a deixar de estranhar a arte, mas depois de um ou dois volumes já não conseguia ignorá-la. Tem uma beleza inconstestável e é impressionante como o artista consegue passar dois ou três capíulos com os personagens parados no mesmo sitio e ainda assim nunca repetir uma pose, um ângulo, uma visão da cena. É formidável!
Aviso já que não poupam detalhes. Cérebros, entranhas e mesmo cenas de sexo explícitas. Nada nos é escondido e isso torna este trabalho de uma beleza ímpar, mas também algo que é, por vezes, difícil de digerir.
O único defeito da arte é que as cabeças normalmente são demasiado grandes para o corpo, mas ainda assim as personagens são todas distintas, as paisagens são lindas e acção parece saltar das vinhetas.
A única coisa que não gostei muito foi o facto de as crianças (quando havia flashbacks) não parecerem crianças. As caras eram demasiado maduras.

Em suma, não posso deixar de recomendar este trabalho que surpreende e nunca cansa. Só pela beleza das imagens já valeria a pena, mas a forma como cada personagem é retratada é subliminal e acreditem que mesmo quando parece que se estão a repetir, não chega a ser aborrecido.

13 setembro, 2010

GE ~Good Ending~ 1-49

 "GE ~Good ending~" de Keiko Sasaki (animelist)
(esta opinião só abrange os capítulos 1 a 49)


Depois do one-shot (vejam opinião aqui), esta versão mais longa foi bem vinda, mas senti a falta de muito do que me tinha cativado no capítulo 0.
Para começar, a Shou-sempai mudou um pouco de personalidade. Deixou de pregar partidas, para passar a ser uma rapariga sempre bem-disposta.


Por vezes o Utsumi deixava-me irada, especialmente quando não pensava no que estava a fazer, mas a verdade é que ele agiu sempre como um rapaz, e muito especialmente como um adolescente. Claro que ele era um rapaz com "cabeça", mas também cometia muito erros.
Já a Kurokawa, deixou de ser a trapaceira de sempre e passou a ser muito mais emocional e a esconder os seus sentimentos. Ela também chegou a irritar-me bastante, especialmente quando ignorava propositadamente os sentimentos do Utsumi.

Ainda assim, mesmo com todas estas mudanças, a história permanece muito bem conseguida e as quase podemos olhar para as personagens como sendo outras, ao invés de comprara. O romance está sempre lá, mas nunca com mau gosto.

Foi adicionado um pouco de fan-service, mas nada que incomode muito. É o normal nos shounen (bem que podia ser diferente, mas não se pode pedir de mais).
Devorei os 49 capítulos em menos de dois dias, e só queria ter mais para ler. Esperarei ansiosamente o resto, sem saber verdadeiramente onde isto vai parar.

11 setembro, 2010

Good Ending - Manga

"GE ~Good ending~" de Keiko Sasaki (animelist)

Este one-shot (manga de um capítulo) teve depois uma nova versão em forma de manga de longa duração, mas decidi opinar em separado porque a história muda ligeiramente entre o one-shot e a sua congénere mais longa.

A história é sobre Utsumi, um rapaz que se contenta em observar de longe a Shou, a rapariga de quem gosta. A sua paixão é descoberta por Kurokawa, uma rapariga que decide ajudá-lo a confessar-se à Shou, só que o faz com muito gozo à mistura.
Posso dizer que adorei a Kurokawa, ela é tão mázinha quanto boazinha e a personalidade dela é um autêntico mimo.
O Utsumi é um rapaz divertidos, muito tímido mas com um bom coração. Gostei muito da decisão que ele tomou no fim.
Já a Shou conseguiu ser bem divertida, embora tenha aparecido pouco nas 40 páginas. No entanto, a personalidade alegre dela contagiou.
Em suma, todas as personagens estiveram muito bem e adorei-as a todas.

A história é simples, mas tem uma reviravolta final que foi muito bem entregue e que adorei. É um romance bem executado.

A arte está muito apelativa. Nada de excepcional, mas com traços bem conseguidos e personagens bem caracterizadas. Também gostei do facto de não ter fan-service (milagre!), embora houvesse espaço para tal (com o ténis e tudo).

Recomendo!

25 maio, 2010

Purikyu - Manga

Purikyu é um manga que só tem um volume, da mesma autora dos dois mangas anteriores.
Purikyu, em japonês, é uma mistura de Prima-Dona (bailarina) com a arte de Arco e Flecha, e é sobre isso que é o manga.
Katsuragi Anna é uma antiga bailarina, que devido a uma lesão no joelho, teve de se retirar dos bailados. Jinnai é o presidente do clube de Arco e Flechas, ao qual Anna se quer juntar. Os dois são antigos amigos e rivais por isso o Jinnai a princípio não aceita Anna no grupo e por essa mesma razão ela está decidida a ser a melhor.

Este volume único da história destes dois e do clube é divertido, sem chegar a ser excelente. Ver a interacção dos dois é fantástico e as gargalhadas são constantes só por isso já vale a pena ler.
O Jinnai é o típico "bully com um coração de manteiga" o que lhe tira alguma autonomia, mas a Anna é uma personagem fora do comum, confiante de si mesmo (até chegar a ser convencida) e nunca desiste, o que a torna uma das heroínas mais fortes que já vi/li.
Este manga lê-se de uma assentada e diverte, por isso recomendo a quem procure uma heroína forte num shoujo.

20 maio, 2010

Penguin Prince - Manga

Penguin Prince, é mais uma colectânea de one-shots do mangaka Kyousuke Motomi.

Penguin Prince
Este foi muito fofo! porque o personagem masculino principal era um cromo que se mostrava confiante mas na verdade entrava em pânico quando não tinha consigo o seu amuleto. De rir!
E o relacionamento amoroso foi fácil de seguir e de gostar.

One Thousand Years love song
Este one-shot também foi engraçado, embora em certos momentos parecesse arrastar, para logo recuperar. Afinal é uma curta história e não faria sentido estender demasiado a história.
Foi engraçado descobrir este jogo japonês e as personagens eram interessantes, embora algo previsíveis.

Tea Time
Este foi o que gostei menos, não sei explicar bem porquê. Talvez fosse o típico macho mauzão que na verdade tem um segredo que o envergonharia, ou talvez fosse culpa da rapariga principal que não me cativou. Não sei, mas certamente foi o menos conseguido dos trabalhos da mangaka que eu vi.

Tea Time (part 2)
A sequela ainda conseguiu ser mais previsível que o seu antecessor o que estragou ainda mais as personagens. O drama foi desprositado e a personagem feminina tornou-se irritante. Em suma, tinha ficado melhor sem a sequela.

Searching for Four-Leaf Clover
Esta pequena história foi um pequeno mimo. Gostei muito. Simples e leve. Não fala de um amor onde tudo corre bem, mas mostra-nos, isso sim, a fragilidade das personagens e como elas se apoiam um no outro.
Uma lufada de ar fresco, que não sendo uma maravilha do manga, não deixa de ser bom de ler.

18 maio, 2010

Seishun Survival - Manga

No último fim de semana li vários mangas deste mangaka (Kyousuke Motomi) e são todos muito bons, por isso recomendo que leiam o trabalho.
Este, Seishun Survival, é uma colectânea de one-shots:
Youth Survival
Sobre um grupo de adolescentes que se perde na montanha e aí mostram o que realmente valem. Aqueles que eram medrosos, conseguem manter a calma nos momentos mais terríficos, e os que sempre se mostraram fortes, mostram a sua fraqueza perante a impossibilidade de salvar todos os outros. No meio de tudo isto, e sendo este um manga shoujo, temos ainda espaço para o romance. Dois casalinhos para ser mais precisa.

Liar Love Letters
Este manga pegou numa fórmula já bastante usada, a da aposta para conquistar o coração de uma rapariga, mas dá-lhe uma volta engraçada que faz aquecer o coração. É muito fofo e adorei as duas personagens principais e o facto de se contactarem através de cartas (tão romântico...)

Sword and Heart Dangerous Relationship
Este foi um pequeno manga algo divertido, sobre ninjas nos tempos modernos, um tema que gosto bastante. Não tem nada de extraordinário ou veraddeiramente inovador, ams quando se lê este tipo de mangas, também não se espera isso, espera-se sim que nos entretenha e que o romance compensa. Está certo que adivinhei tudo a milhas de distância, mas ainda assim foi divertido ver o desenrolar do relacionamento entre as personagens, e confesso que não me importaria de voltar a ler histórias com este casalinho.

Never Dying Crow…! (Otokomae! Beads Club side story)
Já tinha lido o volume dedicado a este peculiar clube, simultâneamente de bujigangas e do grupo estudantil, o que dá uma barracada que só vista. Neste one-shot a história é bem mais cruel, mas mostra bem as personalidades de cada um, não que eu concorde com as suas acções. Foi bom rever a equipa, mas chocou, o que não é necessariamente mau, mas é certamente diferente.

Em suma, foi um volume divertido, definitivamente o melhor volume de one-shots da autora, embora não trazendo nada de realmente novo ao género, diverte, e é isso que se quer.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails